Muito recentemente foi lançado o que será o primeiro romance histórico/arqueológico de Helena Trindade Lopes: “A mulher que amou o Faraó”.

 Responsável pelo projecto arqueológico do Palácio de Apriés, em Mênfis – e assegurando assim a presença da equipa de arqueologia portuguesa nesse país – é também professora na FCSH, na cadeira de Egipto Antigo.

Lembro-me bem do fogo e magia dessas aulas, portanto não podia faltar ao lançamento. E é bom contactar com os nossos professores quando seguimos os caminhos pós-faculdade, porque continuamos a recebr ensinamentos e podemos reavaliar esse caminho.

Mas a minha intenção com o post é mencionar o que penso ser um elemento originalíssimo neste livro.

Isto porque embora haja muitos romances históricos, não é comum ver-se um escrito com tanta base na perspectiva arqueológica. Nota-se o constante foco na transmissão dos conhecimentos que hoje temos do tempo de Akhenaton, obtidos através dos trabalhos arqueológicos, envolto no romance.

E se o leitor se perguntar como podemos saber isso… aí o elemento original: diversas estampas a cores, com imagens, reconstituições, e fotos de objectos arqueológicos diversos.

A meu ver, esse “pormenor” enriquecedor, que nem está patente no preço final do livro, diz ao leitor: esta não é apenas uma história inspirada no Egipto antigo, é uma história que, embora seja ficção e possa não ter acontecido assim, se passa num contexto que nós sabemos com bastante certeza como aconteceu.

 

É muito para isso que serve a Arqueologia: para descobrir e compreender os ambientes em que a vivência humana se desenrolou, e como o Homem impactou e lidou com o mundo em seu redor.

Comunicá-la já é uma arte. E novas formas, como esta, que junta à imagem do romance histórico a sua base concreta e artefactual que vem da Arqueologia, são precisas e louváveis.

 

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