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A Livraria Portugal, “Há mais de 60 anos ao serviço do livro e do leitor”, vai dar lugar a uma loja de artesanato. Soa melhor que de souvenirs mas temo que seja a mesma coisa neste caso.

Temos até ao fim do mês para nos irmos lá despedir.
Confesso que nunca fui grande cliente, no máximo uns dois livros por ano (ia lá buscar as edições antigas da Al-madan e tentava não me distrair demais!), mas acho que agora a culpa é inútil.
A verdade é que desde que saiu a notícia bastava metade do movimento que a loja tem tido para manter a livraria.

Apertei a mão ao Sr. Machado, trouxe dois livros por uma pechincha, e saí de lá a pensar se vale a pena sair da capital antes de me tornar saudosista. Estranho, não dói nada ver lojas vazias dar lugar a qualquer tipo de loja, mas ver uma loja antiga dar lugar a algo novo já me faz confusão.

As paisagens, sejam rurais, urbanas ou industriais, não são fixas, mudam com o tempo, e abraçar essa mudança é a única maneira de manter os sítios vivos. Infelizmente, nem todas as mudanças são aparentemente para melhor. E mesmo as novidades têm de desaparecer um dia, e dar lugar a outras.

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