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Participar no Famelab, quer aqui em Portugal quer na final internacional no Festival de Ciência de Cheltenham, foi para mim o início de uma nova relação com a Arqueologia, a Ciência e a Comunicação.

Para além de estar, tão de perto, em contacto com a importância de valorizar e actualizar a imagem da Arqueologia, de a comunicar à restante população não-arqueóloga (mas que em pequenos, na maioria, sonharam sê-lo), foi também um abrir de olhos para o que as outras ciências fazem na área da comunicação e interação com o público – nós, das ciências humanas, temos muito para aprender aí…

Vencer a final nacional em 2011 representou para mim a possibilidade de pôr a Arqueologia um pouco mais no mapa, de chamar à atenção para o que fazemos (que é um passo fundamental se queremos valorizar e proteger a nossa actividade), e foi um orgulho especial por uma ciência humana vencer uma competição que tem por imagem as ciências naturais e exactas.

E uma vez parte da fabulosa família do Famelab, sempre parte da família.
Portanto este ano estivemos a ver a Filipa Oliveira, física, a falar sobre indução eletromagnética na final internacional, e ficámos de queixo caído com a qualidade dos vencedores.

A participante da Polónia caçou-me assim que falou em “digital archaeology”, e obteve o 2º prémio.
Recomendo que vejam o vídeo, sobre os nossos suportes físicos de registo da memória, não só para perceberem porque se desfazem com o tempo as folhas de papel, mas também porque ainda não estamos prontos para abdicar do livro.

Famelab 2012 – Poland

 

E vejam também o do Chipre; pode não falar de Arqueologia, mas é épico!

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