Colóquio “Portugal: Qual o Lugar do Património Industrial e Técnico”





Foi lançado hoje o livro de resumos do Colóquio “Portugal: Qual o Lugar do Património Industrial e Técnico”, que decorreu no Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, em Outubro do ano passado.

É uma edição digital e podem consultá-lo aqui:

Foram dois dias estimulantes, de conhecer novos projectos, de debater ideias, e de visitar locais emblemáticos, que pelo qual não podíamos deixar de publicar este documento. Contém os resumos alargados de todos os conferencistas e também as conclusões que tirámos ao longo deste encontro e que intitulámos: “Direcções de Futuro para o Património Industrial e Técnico em Portugal” (also in english: “Future Directions for the Industrial and Technical Heritage in Portugal“).

Há por aí outras sugestões de direcções de futuro? A secção de comentários fica aberta…


We launched today the Proceedings from the Colloquium “Portugal: What is the place of Industrial  and Technical Heritage?“, held at the Carmo Archaeological Museum in Lisbon, in October last year.

We had then two exciting days, to meet new projects, brainstorm ideas, and visit emblematic places, and therefore we had to publish this document. It contains the extended abstracts of all speakers and also the conclusions we have drawn throughout this meeting, wich are entitled “Future Directions for the Industrial and Technical Heritage in Portugal”.

Are there other suggestions for future directions? The comments section is open …


A few current ideas worth thinking about



2 articles this week have reminded me of the important fact that human beings and places/heritage sites are connected by a powerful bond. We may not value this as much as we should in our daily life, but are reminded of it everytime heritage is under threat. Saving people during conflict is the priority, but if we let their (our) heritage be destroyed we are letting that past to be erased, we are even indirectly giving that past a low priority value, and that will have consequences on how people recover from conflict.

How Places Let Us Feel the Past, by 


Palmyra: is saving priceless antiquity as important as saving people?, by Jonathan Jones, with the question ‘Do ancient ruins matter compared with human lives?’, reminds us that these old ruins are alive, and makes us think about how it would feel like to be alive but with all our past places erased.

“Renewed pride of ownership”

house prideIntereting news about a house’s new owner who carefully researched the history of his new home. And in the process gaining “a renewed pride of ownership” (and some more friends and knowledge).

“Naturally, all this investigation has given him a renewed pride of ownership. It’s also given him a deeper sense of the long historical chain that goes back many generations before him — and will continue after he’s gone and the next tenant moves in.” 

Good for us heritage practicioners to see histories like these that reinforce the idea that knowing about our past, and the past of the things that surround us, is a way to increase quality of life!

“Um renovado orgulho na propriedade”

Uma notícia interessante sobre um novo proprietário que investigou pormenorizadamente a história da sua nova casa. E no processo ganhou um “renovado orgulho na propriedade” (e creio que novos amigos e conhecimentos!). 

“Naturalmente, toda esta investigação deu-lhe um renovado orgulho na propriedade. Também lhe deu uma consciência mais profunda da longa sucessão histórica que recua a várias gerações antes dele – e que continuará depois da sua partida e com a chegada de um novo ocupante”

Sabe bem a um profissional do património ver histórias como estas, que reforçam a ideia de que conhecer o nosso passado, e a história das coisas que nos rodeiam, traz qualidade de vida! 


Pdf File: Hillsdale man reconstructs history of his 163-year old house, piece by piece – Community News – NorthJersey

Color as communication aid – or as fake?


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The digital colorization of black and white historical photos has been all over the internet lately. They are impressive, and they definitely change the way those pictures communicate to us.

But is there a danger in taking them as reality? It is no doubt fun, engaging, and mind-challenging to be faced by the new meanings and connections that the simple addition of color provoke, but it may fool us into thinking that we can relate to that past so closely. Others point out how actually some of these retouched photos are put out there with no reference to the digital work that was done to them, as if they were originals.

Just google “colorized historical photos” for lots of examples and some interesting discussions.

colorized-historical-photos-depression    Colorized-Historical-Photos-bomb

A cor como ajudante à comunicação – ou como falsificação?

A inserção de cor, por meios digitais, em fotos históricas a preto e branco, tem corrido a internet ultimamente. São fotos impressionantes e que alteram definitivamente o modo como essas imagens comunicam connosco.

Mas podem elas ser tomadas como realidade? São sem dúvida entretenimento e simultaneamente um desafio intelectual, quando se enfrentam os novos significados e conexões que a nova cor produz. No entanto pode ser uma ilusão pensar que (e tal como em qualquer foto retocada) a foto continue a ser uma representação fiel da realidade, com os desafios que isso impõe em termos de empatia com a situação. Outros apontam que algumas destas fotos são re-publicadas na internet sem referência ao trabalho digital que nelas foi feito, como se fossem originais e fiéis representantes de uma época.  

Façam uma pesquisa online por “colorized historical photos” para fotos e discussões interessantes.


“Leave poor Tutankhamun alone”


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That’s how  starts his article for The Guardian: Tutankhamun does not deserve this 21st-century desecration.

The author considers “crass and morbid” the digital images representing theGuardian Tutankhamun Egyptian mummy that came up after the scanning project that recently took place. I tend to agree, specially with the consideration that “like any scientific breakthrough, these techniques need to be used with intelligence and sensitivity”. New technologies are a great opportunity for the development of the archaeological field, but should those developments be made at the expense of loosing the fascination and mistery of the subject? Couldn’t this breakthrough discovery be communicated better?

“Deixem o pobre Tutankhamun em paz”. 
É assim que Jonathan Jones inicia o seu artigo para o The Guardian: ‘Tutankhamun não merece esta profanação do séc.XXI’.

O autor vê a recente reconstituição virtual da múmia egípcia, que surgiu depois do seu projecto de scaneamento, como “grosseira e mórbida”. Eu tendo a concordar, especialmente com a ideia de que “tal como qualquer descoberta científica, estas técnicas devem ser usadas com inteligência e sensibilidade”. As novas tecnologicas representam uma vasta oportunidade para o desenvolvimento da arqueologia, mas será vantajoso usá-las quando prejudicam o seu fascínio e mistério?
Poderia esta descoberta ter sido comunicada de melhor forma?

Incavation: a new trend?


Here’s an interesting report by Cornelius Holtorf on the phenomenon of INCAVATION: making a hole to put artifacts in, for future excavation.
As one can see in is last slide, that reunites several examples of the practice, this is not only an artistic phenomenon but also an achaeological and educational one. 

Check the website at: 

And for an example that I always refer to:

French archaeologists dig up 1983 picnic table in the



Portugal, as seen by the American Geographical Society in 1957


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Portugal, as seen by the American Geographical Society in 1957

A American Geographical Society e o seu Around the World Program também passaram por Portugal, do que resultou este volume publicado em 1957.
Um colega aqui dos EUA viu o livro e achou por piada dar-mo. Está agora em exibição no meu escritório para que outros visitantes entendam de onde eu (não) venho. E o excelente blog De Rerum Natura achou por bem partilhar um bocadinho do livro: 

Portugal 1957

Inventories, now and then



As we work at MTU to develop an inventory of Industrial Heritage in line with today’s needs and possibilities, it is always interesting (and educative) to learn how it was done before.

mcbee sorting card


“By passing a needle through the appropriate hole you can sort these note cards since all that fall out pertain to a particular subject coded to the hole”

More at:


The heritage of play


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How We Came to Play: The History of Playgrounds”

A very interesting article on the study of playgrounds, by Kaitlin O’Shea, at the National Trust for Historic Preservation blog.

A field that has potencial in contemporary archaeology studies and which reminded me of the Archaeology of Zoos project. This video by Cornelius Holtorf can explain a bit more.
Also, I just realized that the discovery of the “World’s First Zoo”, in Hierakonpolis, Egypt (c.3500BC) was considered one of the Top 10 Discoveries of 2009 by the Archaeology magazine.